CONFRARIA DOS RIO-GRANDINOS

A Confraria dos Rio-grandinos, criada em 25/06/09, é um blog de divulgação e reflexão sobre a história, a cultura e o patrimônio da cidade do Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil. Este é também um veículo de divulgação dos Papareias (naturais da cidade do Rio Grande/RS) que se destacaram ou que se destacam no cenário nacional e internacional. As imagens e os textos apresentados na sua maioria são do autor do blog e destinam-se a ilustrar idéias e valores estéticos e artísticos. Para efeitos de direitos de autoria nas postagens são sempre mencionadas as fontes. Se alguém conhecer algum impedimento à divulgação de alguma imagem ou texto agradeço que contate comigo, por e-mail, a fim de que possa proceder à sua supressão. Todas as postagens constantes neste Blog são de domínio público e podem ser copiadas sob a autorização do seu Criador. Seja mais um Confrade tornando-se Seguidor desta Confraria.

domingo, 27 de junho de 2010

DESTAQUE ARTÍSTICO


Augusto Luis de Freitas nasceu no dia 19 de agosto de 1868 na cidade  do Rio Grande/RS e faleceu em 1962 na Itália na cidade de Roma.     Foi um renomado pintor, desenhista, cenógrafo  e professor.      Iniciou-se nas artes fazendo rabiscos ainda criança.   Com 7 anos de idade  foi com sua família morar em  Portugal.   Aos 11 anos de idade fazia retratos pelos quais ganhava 2 esterlinas por desenho.       Aos 12 anos matriculou-se na disciplina de Desenho Histórico na Academia Portuguesa de Belas Artes, na cidade do Porto, em Portugal.  Estudou  também arquitetura e escultura com Marques de Oliveira, Soares dos Reis e Sardinha.   Nas artes teve como condiscípulos Teixeira Lopes, Antônio Carneiro e outros.    Em 1886  ganhou  um concurso de desenho e foi agraciado pela Academia com 20 mil reis-ouro.     Em 1890, com a morte do seu pai,  voltou para o Brasil indo morar com sua irmã na sua cidade natal.     Foi uma época muito díficil de sua vida, pois o estado do  Rio Grande do Sul vivia uma instabilidade política ocasionada pela Revolução Federalista que ocorria no sul do país.    Embora as artes fossem  renegadas conseguiu na época fazer trabalhos de cenografia, litografia, xilografia,  ilustrações jornalística, tendo inclusive pintado um pano de boca para o Teatro São Pedro de Porto Alegre.      Em 1895  mudou-se para o Rio de Janeiro onde matriculou-se na Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Henrique Bernarrdelli.  Em 1898 recebeu o Prêmio de Viagem ao Exterior da Escola Nacional de Belas Artes.    Viajou para  a Itália, indo aperfeiçoar-se nas artes nos arredores de Roma.   A partir de então voltava ocasionalmente ao Brasil.     Nesta época fez quatro viagens ao Brasil e, em cada uma delas, realizou uma exposição, sendo três no Rio de Janeiro, uma em São Paulo e outras em Porto Alegre.    Dentre os trabalhos apresentados nestas exposições, os mais elogiados foram: Abandonada, Tarde de Outono, Omnia Vincit Amor, Últimos Feixos, Prenda de Noivado, Em família, Família Pobre, Corpus Domini, Velhinhos Felizes, O Adeus, além de muitas aquarelas.   Foi premiado em 1901 com a primeira Medalha de Prata no salão do Rio e outra medalha em 1908 na Exposição Nacional.  Mais tarde retornou para o Rio Grande do Sul  onde lecionou artes no Instituto de Belas Artes de Porto Alegre  de 1917 até 1919.   Neste período ministrou aulas também na Escola Nacional.   Foi o autor, dentre outras obras, de duas telas de grandes dimensões instaladas no Instituto de Educação General Flores da Cunha, em Porto Alegre.   Expôs em São Paulo nos anos de 1913, 1914, 1926, 1927, 1928 e 1929.    Suas obras mostravam ao público paisagens sulinas e cenas do Rio de Janeiro.     Em 1914, aproveitando sua estada na capital paulista, ministrou aulas de pintura ao ainda inexperiente Clodomiro Amazonas.   Freitas levou suas obras ao Salão da Escola Nacional de Belas Artes, tendo conquistado a Pequena e a Grande Medalha de Ouro.   Na Pinacoteca de São Paulo, acha-se exposto o quadro Corpus Domini; na do Rio, Velhinhos felizes e, na de Porto Alegre, Depois da Missa e o Garoto de Aldeia.  No Rio Grande do Sul também produziu duas grandes telas com temas históricos encoendadas pelo então goverdador do estado Borges de Medeiros. O seu trabalho de maior responsabilidade e importância é a grande cúpula do pavilhão central da exposição do Brasil em Turim, representando cenas de pesca nas praias do Rio e Niterói.  Esse trabalho, que mereceu francos elogios de muitos artistas estrangeiros, mede uma superfície de 250 metros quadrados e foi executado em tempo muito curto.     Augusto Luiz de Freitas  retornou para Roma como funcionário da Embaixada do Brasil na Itália.    Morou durante um longo tempo, com sua esposa e quatro filhas, no pitoresco vilarejo Antícoli Corrado.   Nesta pequena comunidade há hoje uma rua com o nome “Augusto Luiz de Freitas”  uma  singela homenagem que lhe fizeram os moradores deste lugar após sua morte.
Fontes: http://www.soarteie.com.br/; http://wikipedia.org/; http://www.pitoresco.com.br/ e http://margs.rs.gov.br 
 

Um comentário:

Jussara Rocha Souza disse...

Que obras maravilhosas deste ilustre Riograndino.
Parabéns pelo artigo.