CONFRARIA DOS RIO-GRANDINOS

A Confraria dos Rio-grandinos, criada em 25/06/09, é um blog de divulgação e reflexão sobre a história, a cultura e o patrimônio da cidade do Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil. Este é também um veículo de divulgação dos Papareias (naturais da cidade do Rio Grande/RS) que se destacaram ou que se destacam no cenário nacional e internacional. As imagens e os textos apresentados na sua maioria são do autor do blog e destinam-se a ilustrar idéias e valores estéticos e artísticos. Para efeitos de direitos de autoria nas postagens são sempre mencionadas as fontes. Se alguém conhecer algum impedimento à divulgação de alguma imagem ou texto agradeço que contate comigo, por e-mail, a fim de que possa proceder à sua supressão. Todas as postagens constantes neste Blog são de domínio público e podem ser copiadas sob a autorização do seu Criador. Seja mais um Confrade tornando-se Seguidor desta Confraria.

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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A MAIOR Praia do Mundo é Daqui

Nota: A Confraria dos Rio-grandinos se reserva o direito de deixar bem claro que esta postagem não é um comercial, apesar de que o seu Criador ser um cervejeiro e sempre dizer nas vezes que sempre bebe:  Polar é Polar.

domingo, 17 de abril de 2011

Morreu Chinesinho, jogador da Seleção Brasileira entre 1956 e 1961



O jogador Chinesinho, que defendeu a Seleção Brasileira entre 1956 e 1961, faleceu neste sábado em Rio Grande (RS).
Sidney Colona Cunha, gaúcho de Rio Grande, nasceu no da 15 de setembro de 1935 e defendeu a Seleção Brasileira entre 1956 e 1961, tendo disputado 20 jogos e conquistado três títulos: Pan-Americano (1956) e Copa Roca e Taça do Atlântico (1960).
Chinesinho brilhou no Internacional e Palmeiras, antes de se transferir para o futebol italiano, em 1962.
O presidente Ricardo Teixeira, em nome de diretores e funcionários da CBF, manifesta os pêsames aos familiares de Chinesinho.
Fonte: Site da Confederação Brasileira de Futebol - CBF

sexta-feira, 21 de maio de 2010

ROCK GAÚCHO DE LUTO


Matéria do Jornal Agora do dia 21/o5/10
O músico rio-grandino Bebeco Garcia, 57 anos, morreu na madrugada de ontem em Porto Alegre, onde residia, no hospital da PUC-RS. O vocalista e guitarrista, fundador do grupo Garotos da Rua, foi operado de um tumor no cérebro, mas não resistiu às complicações pós-operatórias. O velório foi realizado no cemitério Jardim da Paz, onde o corpo foi sepultado às 17h.  Garcia e sua banda fizeram sucesso em todo o País na década de 1980, emplacando inúmeros hits . O quinteto lançou três LPs de 1986 a 1988 pela gravadora RCA, mas a formação original do grupo se desfez em 1989. Garcia seguiu com os Garotos da Rua e em 1994 optou pelo trabalho solo, depois da separação da banda que o consagrou. Seu mais recente trabalho foi "Confidencial", lançado em 2003 (gravado com o filho baterista Pedro Garcia).

quinta-feira, 8 de abril de 2010

CIDADE DE RIO GRANDE SAI DA ESTAGNAÇÃO COM APORTE BILIONÁRIO NA INDÚSTRIA NAVAL

(Matéria publicada em 05 de abril de 2010 no Jornal do Estado de São Paulo (O Estadão)  - Elder Ogliari/Rio Grande e  fotos de  Gerson Pantaleão). 

Construção de estaleiros, melhoria da infraestrutura do complexo e instalação de empresas na área do porto devem criar 15 mil empregos diretos e 35 mil indiretos. 

Depois de quase duas décadas estagnada, a cidade do Rio Grande, a mais antiga do Estado do Rio Grande do Sul, vive uma fase de renascimento econômico proporcionado pela indústria naval e pela ampliação da infraestrutura de seu porto. Segundo estimativa da prefeitura da cidade, no período de 2005 a 2015, cerca de R$ 14 bilhões deverão ter movimentado o município, gerando 15 mil empregos diretos e 35 mil indiretos.  O episódio que marcou o início dos investimentos foi a construção da Plataforma P53 para a Petrobrás, entre 2005 e 2008. Com um custo de R$ 2,5 bilhões, a obra gerou 4,3 mil empregos.   Em 2006, começaram as obras do Estaleiro Rio Grande, do qual faz parte o Dique Seco, um projeto que envolve R$ 439 milhões e que deve ficar pronto no mês que vem.A construtora WTorre é a responsável pelo estaleiro, que será arrendado para a Petrobrás por dez anos. Uma parte da área já é usada para a construção da plataforma P55, um investimento de R$ 1,5 bilhão. A intenção da estatal é usar a estrutura do estaleiro para construir oito cascos de navios que, por sua vez, deverão explorar petróleo na camada do pré-sal. O investimento deve ser de R$ 6 bilhões.    Em outra área do complexo portuário do Rio Grande, no chamado Porto Novo, o Consórcio Quip (formado pelas empresas Queiroz Galvão, UTC Engenharia, Camargo Corrêa, IESA e PJMR) vai integrar os módulos da Plataforma P63 ao casco do navio BW Nisa, que está sendo adaptado na Europa. O investimento é de R$ 2,3 bilhões, com expectativa de geração de 2,5 mil empregos diretos.   Além dos investimentos com participação direta da Petrobrás, o Polo Naval atraiu projetos exclusivamente privados. É o caso do estaleiro da Wilson, Sons, que está em fase de licenciamento ambiental. A intenção é construir embarcações de apoio à exploração de petróleo e gás e rebocadores portuários e oceânicos. Ao todo, o empreendimento vai  custar R$ 88 milhões.    O próprio porto do Rio Grande tem recebido investimentos. A ampliação da extensão dos molhes da barra da Laguna dos Patos, liderada pelo governo federal, está permitindo outra obra: a de aprofundamento do calado dos canais de acesso do porto. "Isso vai trazer vantagens competitivas enormes ao porto do Rio Grande", diz o presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli.  Com a nova configuração, os navios de grande porte poderão operar com capacidade máxima no terminal gaúcho - e os ganhos de escala devem reduzir os custos das empresas com frete. A superintendência do porto estima que o volume de cargas movimentado nos terminais deve dobrar até 2015. Como consequência, dezenas de empresas estão se instalando na área retroportuária. O complexo tem, hoje, 30 companhias. Outras 27 estão em fase de instalação ou já reservaram seus terrenos.  Os investimentos da indústria naval trouxeram reflexos nos demais setores da economia de Rio Grande. Atualmente, dois novos hotéis estão em construção na cidade. Um deles pertence à rede local Villa Moura Hotéis. "A (plataforma) P53 nos mostrou que havia perspectiva para esse investimento", diz Luiz Carlos Esteves Hilário, dono da rede.   Alvo de investimentos: Alguns números que demonstraram o interesse das empresas por Rio Grande; R$ 88 milhões serão investidos pelo Wilson, Sons em seu estaleir;  27 empresas estão em fase de instalação ou têm seus terrenos reservados na área do porto de Rio Grande

sábado, 1 de agosto de 2009

JIM PORTO - MATÉRIA DE ILZE SCAMPARINO - ROMA (Materia exibida no Jornal Hoje da Rede Globo no dia 01/08/09)

Com a voz e o piano, o cantor Jim Porto fez a vida na cidade de Tratevere e conquistou os Italianos.
O mais ilustre representante da música popular brasileira, em Roma, vive no lado boêmio da cidade: Trastevere, que está além do Tevere, o rio Tibre dos antigos romanos.   Foi no bairro tão valorizado por cronistas e poetas que Jim Porto chegou há 30 anos para o seu primeiro show no país. “E era exatamente, nesse lugar maravilhoso. Como diz Nelson Motta, República Livre de Trastevere”, diz Jim Porto, cantor.   Entre monumentos medievais importantes, fontes do renascimento e praças populares cheias de vida ou preguiça, o gaúcho de Rio Grande consagrou-se como cantor.   Nunca mais abandonou a capital italiana. Tornou-se uma celebridade e uma respeitada figura trasteverina ao lado de tantas personagens que o viram tocar e cantar.    “Eu peguei Tratevere ainda quando ele era um bairro popular, um bairro em que ainda se misturava a vida dos alternativos e que isso hoje acabou. Hoje Tratevere é um bairro muito caro, de intelectuais, tantos artistas, produtores Bertolucci, tantos atores que moram aqui, Fellini praticamente vivia em Trastevere”, diz ele.  Muitos artistas brasileiros passaram pelos palcos de Jim Portos. “Alcione, Djavan... davam canja para mim. Eu acho que se eu estivesse morando no Brasil naquela época eu teria esta oportunidade tão grande”, conta ele.  Pianista desde os sete anos, o único brasileiro que gravou com Chet Backer, famoso músico americano,  Jim Porto vai cantar nas ruínas de um castelo, reconstruído no século 15 pela escandalosa família Borgia. Aqui viveu Lucrescia, filha do papa Alessandro VI.     Nos verões quentes romanos, o seu piano vibrante reúne grandes músicos como o trompetista Fabrizio Bosso. E Jim Porto traz para a arena histórica o melhor da música brasileira.    Com a alegria de moleque irrequieto, a originalidade do samba e a improvisação do jazz,  Jim Porto conquista cada vez mais as plateias da Itália também com as suas próprias canções, ouvidas muito além de Trastevere.
(ASSISTA O VÍDEO DA REPORTAGEM ACIMA NESTE BLOG ACESSANDO NO MENU VÍDEOS)

domingo, 26 de julho de 2009





Apesar de "Rio Grande - Terra de Areias e Ventos" ter sido escrito há quase 13 anos, em minha opinião, ninguém descreveu tão bem sobre a Nossa Cidade quanto a Iria. Ela retrata Rio Grande tal qual ela era em 1996. Este texto é pura poesia.

Antônio Cleber dos Santos Silva



RIO GRANDE - TERRA DE AREIAS E VENTOS

Texto de Iria Pedrazzi
(Publicado na Edição n.º 11, Outubro/96 na Revista Mares do Sul )


Com a placidez de um velho sábio, Rio Grande habita quieta uma península do Litoral Sul do Brasil. Dona de uma erudição apreendida através dos séculos orgulha-se de se apresentar como Cidade Histórica. Discreta, não costuma contar no primeiro encontro que suas terras são o berço que embalou a história administrativa do Rio Grande do Sul. Depois de sua fundação, em 1737, é que as fronteiras do sul do país, disputadas por portugueses e espanhóis, começaram a se desenhar.
Apesar do conhecimento de pretéritos, exibe uma alma jovem com movimentada rotina acadêmica e a descontração oceânica do Balneário Cassino. Na vida universitária, destaca-se pela Faculdade de Oceanografia, resultado da preocupação com as coisas do mar e das lagoas que rodeiam a região.

Mergulho no Passado
Mas aportar em Rio Grande, que abriga o único porto marítimo do Estado, é acima de tudo mergulhar no passado do Brasil. É emergir entre o antigo casario típico português, os monumentos, as igrejas seculares, as largas ruas de paralelepípedos e os museus. É descobrir que a cidade, localizada onde as águas do mar se misturam à Lagoa dos Patos, coleciona títulos estaduais e nacionais. Teve a primeira Câmara dos Vereadores do Rio Grande do Sul, criada em 16 de dezembro de 1761. A mais antiga Loja Maçônica do Estado, de 1840. A primeira Biblioteca Pública do Estado, 1846. Do Brasil, também arrebata marcas históricas imbatíveis. É a cidade do mais antigo clube de futebol do país em atividade: o Sport Club Rio Grande, fundado em 19 de julho de 1900. Em suas terras está localizada a mais antiga refinaria de petróleo do Brasil: a Ipiranga, criada em 7 de setembro de 1937.

Origem Guerreira
O ano de 1737 recém havia estreado no calendário. Até então, espanhóis e portugueses guerreavam pelo domínio de um território habitado originalmente por índios. Uma terra de ninguém, largas planícies onduladas entremeadas de lagoas varridas por um vento inclemente. No dia 19 de fevereiro, o Brigadeiro José da Silva Paes, comandante de uma expedição militar portuguesa, descobriu o local de encontro da Lagoa dos Patos com o mar e iniciou ali a construção de um forte. Seu gesto abria caminho para que os lusitanos tomassem a posse definitiva da terra e começassem a delinear a fronteira brasileira.
A construção do Forte Jesus, Maria e José e do Presídio do Rio Grande, levantado logo a seguir, deram origem a primeira povoação do Rio Grande do Sul. Nascia a vida social, política e econômica de um estado. Em 1751, o povoado foi batizado de Vila do Rio Grande de São Pedro. Antes de se tornar uma cidade, no entanto, ameaçou não fazer parte do Brasil. Os portugueses perderam o domínio em 1763 a 1776 e a vila passou a ser administrada por espanhóis. Ao Balanço do jogo geopolítico da época, falou-se castelhano em Rio Grande até 2 de abril de 1776, quando a pequena vila foi reconquistada definitivamente pelos lusitanos. Em 1835, enfim virou cidade.


Cenário Secular
Cidade histórica, Rio Grande não se perpetua apenas no passado. Estas linhas da vida conservadas nas fachadas de vários prédios e em algumas ruas, como pedaços de um cenário secular, são salpicadas pelo modernismo. Na beira da água pescadores seguem cumprindo seu ritual e vendendo peixe fresco. Meio exilado deste dia-a-dia da cidade, longe do centro está o único porto marítimo do Rio Grande do Sul, seus guindastes e caminhões. Passam por ele anualmente cerca de 11 milhões de toneladas das mais diversas mercadorias.
Com disposição para caminhar é possível conhecer a Rio Grande que ela orgulha-se de ser. Os prédios históricos se distribuem próximos uns dos outros. A visita pode começar pelo estilo barroco da Catedral de São Pedro, o mais antigo templo do Rio Grande do Sul, datado de 1755. Logo adiante, defronte do Porto Velho, fica o prédio da antiga alfândega, em um imperioso estilo neoclássico. Sua construção, inaugurada em 1879, foi ordenada por Dom Pedro II. Hoje, sedia o Museu da Cidade.
Pelas redondezas, há mais histórias em forma de coleções. O Museu da Cidade do Rio Grande – Coleção Arte Sacra exibe imagens esculpidas em madeira, vitrais, oratórios e indumentários, entre outras peças. O São Francisco de Assis vindo da Colônia de Sacramento é um dos destaques. Há também Acervo Histórico do Porto, com seus aparelhos e instrumentos topográficos utilizados na construção do porto e dos molhes da barra.

Literatura Rara
Entre os 280 mil títulos que se distribuem pela Biblioteca Rio-grandense estão 1.520 obras raras. Ali é possível percorrer através da literatura a saga deste povo amistoso e sorver um pouco de passado na própria construção em estilo neoclássico que acolhe a mais antiga biblioteca do Rio Grande do Sul, fundada em 1846.
Outra visita obrigatória para aqueles que gostam de revisitar estilos arquitetônicos de outrora é a Igreja Nossa Senhora do Carmo, com bela fachada gótica. Há os vitrais, as abobadas, as duas torres, as autênticas imagens barrocas entalhadas em madeira, com seus olhos de vidro, cabelos naturais e vestes de pano.

O Museu Oceanográfico
Não chega a ser exatamente majestoso, mas concentra bons e curiosos fragmentos das coisas do mar. É o Museu Oceanográfico de Rio Grande. Ali é possível se perder em fantasias, conhecendo um pouco dos seres que habitam as profundezas do oceano. Afinal, a cidade é conhecida por “A Noiva do Mar”.
São três salas repletas de histórias. Conchas dos vários lugares do mundo, da África e Oceania. Peixes. Planctons. Os polvos e as ostras. Os moluscos. Os crustáceos. O embrião de tubarão-martelo. A raia-elétrica. O jundiá. O pintado. A tainha. O peixe-morcego. O crânio do lobo-marinho. Os esqueletos do golfinho azul e branco, da orca, da baleia-tubarão. Mantido pela Fundação Universidade o Rio Grande, o museu é o mais completo do gênero na América Latina.
Do lado de fora, é possível aprender se divertindo. Um recanto exibe três mandíbulas de diferentes baleias servindo de bancos. Cada uma contendo uma plaquinha escrito: “Você está sentado na mandíbula da baleia-azul”. Ou franca, ou jubarte. São bancos enormes.
Mas em Rio Grande a história transcende os museus e as igrejas, invadindo as praças. Na Tamandaré, inaugurada em 1909, está o monumento-túmulo do General Bento Gonçalves, líder da Revolução Farroupilha. Na Praça Xavier Ferreira, ergue-se a Estátua da Liberdade, de 1889, e o monumento ao Brigadeiro José da Silva Paes, o fundador da cidade.

A Maior Praia do Mundo
A 18 km. Do centro está o balneário do Cassino, localizado na praia do mesmo nome. A maior praia contínua da Terra com seus 245 km de extensão.
Os molhes da barra, construídos com toneladas de pedra que invadem o mar aberto, são uma atração a parte. Seus dois braços mantêm aberto o canal de navegação, protegendo a entrada e saída dos navios. No Molhe Oeste, é possível tomar uma vagoneta, que deliciosa desliza pelos trilhos movidos à vela. Adentra o oceano em busca da linha do horizonte. A viagem é transcendental, parece infinita, mas de fato demora apenas 20 minutos e percorre uma extensão de 4 km. Desperta uma sensação de leveza ao deslizar rumo ao nada.
Partir dos molhes em direção ao Chuí – o fim do Brasil – pela beira da praia também provoca sensações de amplitude e liberdade. A luminosidade agride os olhos desprotegidos, o salitre do mar invade os pulmões. Apenas a revoada das aves migratórias e a visão de cascos naufragados batidos pelas ondas quebram a monotonia. A extensa planície, branca e despida de árvores, se perde no horizonte já uruguaio.
Mais ao sul o município ainda abriga uma ponta da encantadora Reserva Ecológica do Taim, a maior área de preservação ambiental do estado, com sua rica fauna de capivaras, lontras, preás, jacarés e uma enorme variedade de aves, como o cisne-de-pescoço-preto. Está situada entre a Lagoa da Mangueira e o Oceano Atlântico, mas visitação só é permitida depois de uma complicada burocracia junto ao Ibama.
A Fama e o Jogo
Uma das construções mais fantásticas na praia do Cassino é a do Hotel Atlântico, com sua história singular. Corria o ano de 1925. A então Vila Siqueira abrigava um cassino, no mesmo prédio onde hoje é o Hotel Atlântico. A casa colocou o balneário no circuito da fama. O jogo era popular e liberado. Os turistas vinham de longe com muito dinheiro para se deliciar com luxos e jogatina. Depois o jogo se tornou ilegal, mas o balneário já se apropriara do nome Cassino de tal forma que a Vila Siqueira desapareceu na história. Assim como os cassinos, transformados em hotéis ou ruínas.